Social media é o profissional que cuida da presença de uma empresa nas redes sociais: planeja o que vai ao ar, produz ou coordena o conteúdo, publica, conversa com quem comenta e mede o que deu resultado. A palavra também nomeia as próprias redes (“as social medias”), mas, no mercado de trabalho brasileiro, social media é uma ocupação com código oficial: a CBO 2534-05, analista de mídias sociais, que tem “social media” entre os sinônimos.
Este texto explica o que faz um social media, como é a rotina, o que ele não faz, quanto ganha e quando vale contratar um. No meio, traz dois dados que os textos mais bem colocados sobre o assunto não trazem: quanto as empresas de Curitiba pagam ao contratar um social media com carteira assinada, pelos microdados do Novo CAGED, e quantas das empresas mais bem colocadas do Google Maps da cidade usam um perfil de rede social no lugar do site.
Para quem é este texto: donos de empresa que pensam em contratar alguém para as redes e pessoas que querem trabalhar como social media.
Resumo
- Social media é quem planeja, produz, publica, responde e mede o conteúdo de uma marca nas redes sociais.
- A ocupação existe na Classificação Brasileira de Ocupações: CBO 2534-05, analista de mídias sociais, com sete áreas de atividade.
- No Brasil, o Instagram alcança 147 milhões de usuários e o YouTube, 150 milhões, segundo o DataReportal (dados de outubro de 2025).
- Em Curitiba, empresas contrataram 450 social medias com carteira assinada em 12 meses (setembro de 2025 a agosto de 2026), com salário mediano de admissão de R$ 3.000, segundo os microdados do Novo CAGED. No Paraná, a mediana foi de R$ 2.500; no Brasil, de R$ 2.277.
- Em Curitiba, 17 das 200 empresas mais bem colocadas no Google Maps em dez segmentos usam um perfil de rede social ou uma página de links no lugar do site.
- Social media não é designer, videomaker nem gestor de tráfego, embora muitos acumulem essas funções.
O que este texto responde: – O que é social media e o que significa a palavra? – O que é social media marketing? – O que faz um social media no dia a dia? – O que o social media não faz? – Quanto ganha um social media em Curitiba? – Por que contratar um social media, e quando não vale a pena? – Como medir o trabalho?
O que é social media
O que significa social media? Em inglês, a expressão quer dizer mídias sociais: os sites e aplicativos em que as pessoas publicam, comentam e conversam, como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e LinkedIn. No Brasil, ela passou a nomear também o profissional que cuida desses canais para uma empresa. Por isso quem pesquisa “o que é social media” pode estar procurando qualquer um dos dois sentidos, e as grafias variam muito: social mídia, social midia, socialmedia, social média. Todas se referem à mesma coisa. Nas ferramentas em inglês, as partes do trabalho aparecem com outros nomes: social media management (a gestão dos perfis), social media content (o conteúdo) e social media posting (a publicação).
Como profissão, social media é a pessoa responsável pela gestão dos perfis de uma marca nas redes sociais. Ela define o que publicar, em qual rede, com qual frequência e com qual objetivo; cuida da produção (sozinha ou com designer e redator); publica; responde comentários e mensagens; e acompanha os números para ajustar o plano.
O nome oficial da ocupação é analista de mídias sociais, código 2534-05 da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego. A lista de sinônimos da CBO traz analista de mídias digitais, analista de redes sociais, assistente de mídias sociais e social media. É esse código que a empresa informa no eSocial e na carteira de trabalho digital quando contrata alguém para a função, e é por ele que dá para medir contratações e salários, como mostra a seção sobre quanto ganha um social media.
A CBO classifica ocupações, mas não regulamenta profissões: o registro serve para fins de classificação, sem efeitos de regulamentação profissional (Portaria MTP 671/2021, art. 180, citada pelo Ipea). Na prática, não existe diploma obrigatório nem conselho de classe para trabalhar como social media.

Social media marketing: o que é
Social media marketing é o uso das redes sociais para objetivos de marketing. Para que serve? Para fazer a marca ser lembrada, atrair visitas para o site, gerar contatos no WhatsApp e vender. Ele inclui o conteúdo orgânico (os posts que aparecem para quem segue o perfil) e, muitas vezes, anúncios pagos dentro das redes. É uma parte do marketing digital, ao lado do SEO, do e-mail e dos anúncios no Google.
Duas confusões são comuns:
- Social media marketing não é marketing social. Marketing social é o marketing de causas, que tenta mudar um comportamento da sociedade (doação de sangue, reciclagem, vacinação). Uma campanha de marketing social pode usar as redes, mas o nome não tem a ver com elas.
- Social media marketing não é só postar. Sem um objetivo e uma forma de medir, o perfil vira um mural de avisos. O trabalho começa por saber para quem a empresa fala, com uma persona bem definida, e o que ela quer que essa pessoa faça depois de ver o post.
O que faz um social media
Social media: o que faz, afinal? A pergunta aparece de vários jeitos (“o que faz um social media”, “social media faz o quê”), e a resposta mais completa está na própria CBO, que divide o trabalho do analista de mídias sociais em sete áreas de atividade. A tabela abaixo traduz cada área para o dia a dia de uma empresa.
| Área da CBO 2534-05 | O que o social media faz na prática | O que a empresa recebe |
|---|---|---|
| Realizar a gestão das redes sociais | Define o cronograma de postagens, acompanha alcance e desempenho, media conflitos quando surgem reações negativas | Calendário do mês e perfis atualizados |
| Monitorar as mídias sociais | Acompanha a concorrência, percebe riscos para a marca e confere o resultado de cada publicação | Alerta rápido quando algo sai do controle |
| Elaborar o planejamento estratégico de marketing digital | Desenha personas, define campanhas para cada rede e o plano de métricas | Plano com objetivo, público e indicadores |
| Desenvolver a produção de conteúdo | Escreve legendas, roteiros e textos, adequando a linguagem ao público de cada rede | Posts, roteiros de vídeo e textos prontos |
| Gerenciar o marketing de influência | Acompanha campanhas com influenciadores contratados e cuida da imagem da marca junto a eles | Parcerias acompanhadas do início ao fim |
| Administrar o relacionamento com seguidores | Responde comentários e mensagens e tira dúvidas | Atendimento que não deixa cliente sem resposta |
| Gerenciar os resultados | Faz relatórios e transforma os dados das redes em informação para o negócio | Relatório mensal com o que funcionou e o próximo passo |
Fonte das áreas: Classificação Brasileira de Ocupações, família 2534 (profissionais de mídias digitais e afins), ocupação 2534-05.
Repare que a lista vai muito além de “postar no Instagram”. Em empresas pequenas, uma pessoa cuida de tudo. Em empresas maiores e em agências, as áreas se dividem entre social media, designer, redator, editor de vídeo e gestor de tráfego.
Social media no Instagram
Com 147 milhões de usuários no Brasil, segundo o DataReportal, o Instagram é a rede em que o trabalho do social media mais aparece. Nele, as tarefas mais comuns são:
- Perfil: nome, foto, link e bio. A bio tem limite de 150 caracteres, então precisa dizer em uma linha o que a empresa faz, onde atende e qual o próximo passo (por exemplo, “agende pelo WhatsApp”).
- Destaques: os stories fixos no perfil funcionam como um cardápio: preços, localização, perguntas frequentes, depoimentos.
- Formatos: Reels para alcançar quem ainda não segue, carrossel para explicar, stories para conversar com quem já segue.
- Agendamento: o Meta Business Suite, ferramenta gratuita da Meta, permite programar posts e stories do Instagram e do Facebook com antecedência (Central de Ajuda da Meta).
- Mensagens: muita venda começa no direct. Responder rápido, com uma mensagem salva para as perguntas que mais se repetem, faz parte do trabalho.
Quando a empresa também anuncia, o social media trabalha junto com quem cuida do tráfego pago no Instagram: os posts que vão bem no orgânico costumam ser os melhores candidatos a anúncio.
O que o social media não faz
Uma parte dos atritos entre empresa e social media vem de expectativa errada sobre o escopo. Em regra, o social media não é fotógrafo, designer, editor de vídeo nem apresentador. Ele pode acumular essas funções, mas isso precisa estar combinado (e, em geral, cobrado à parte). A tabela separa as funções que mais se confundem.
| Função | O que faz | Diferença para o social media |
|---|---|---|
| Social media | Planeja, publica, responde e mede o conteúdo da marca | É o dono do calendário e do resultado das redes |
| Designer | Cria as artes, a identidade visual e os modelos de post | Produz a peça; não decide o que publicar nem mede |
| Editor de vídeo / videomaker | Grava e edita Reels, vídeos e cortes | Produz o vídeo a partir do roteiro |
| Redator ou copywriter | Escreve textos e legendas com foco em persuasão (copy) | Escreve; o social media decide onde e quando o texto entra |
| Gestor de tráfego | Cria e otimiza anúncios pagos (gestão de tráfego pago) | Cuida da verba de mídia; o social media cuida do orgânico |
| Community manager | Responde e modera a comunidade | Em empresas pequenas é a mesma pessoa; em grandes, é uma função à parte |
| Influenciador digital | Produz conteúdo autoral no próprio perfil | Tem outro código na CBO (2534-10); fala em nome próprio, não da marca |
Rotina de um social media
A rotina muda conforme a empresa, mas quase sempre gira em torno de planejar, produzir, conversar e analisar. Um exemplo de mês para uma empresa pequena, com 3 posts por semana em duas redes:
| Momento | Quando | O que acontece |
|---|---|---|
| Planejamento | Última semana do mês anterior | Temas do mês, linha editorial, datas comerciais, aprovação do calendário com o dono da empresa |
| Produção e publicação | Primeira semana, e ajustes ao longo do mês | Textos, artes e vídeos produzidos em lote; tudo agendado; espaço reservado para assuntos do momento |
| Conversa | Todos os dias | Resposta a comentários e mensagens, stories do dia, repostagem de clientes que marcaram a empresa |
| Análise | Toda semana e no fechamento do mês | Quais posts trouxeram alcance, quais trouxeram mensagens e vendas, o que muda no mês seguinte |

Planejamento
O planejamento é a parte que mais separa o trabalho profissional do perfil feito “quando sobra tempo”. Antes de produzir qualquer post, o social media responde: quem é o público, o que ele quer saber, em que horário ele está nas redes, em qual rede vale estar e com que tom a marca fala. Desse planejamento sai um calendário com tema, formato, rede e objetivo de cada post.
Publicação e conversa
Na publicação, o social media escolhe o formato certo para cada assunto, escreve a chamada para ação (o que a pessoa deve fazer depois de ver o post) e acompanha as primeiras horas, quando chegam os comentários. A conversa com os seguidores conta tanto quanto o post: uma pergunta sem resposta no direct é um cliente que vai procurar o concorrente.
Análise
Todo post gera dados. A análise compara os formatos, os horários e os temas, e liga as redes ao que importa para a empresa: visitas ao site, mensagens no WhatsApp, pedidos de orçamento e vendas. É dessa comparação que sai o plano do mês seguinte.
Quais redes sociais um social media gerencia
Não é preciso estar em todas. O melhor caminho é escolher duas ou três redes em que o público da empresa realmente está e fazer bem. Os números do Brasil ajudam a escolher.
| Rede | Alcance no Brasil (DataReportal) | Formato principal | Melhor para |
|---|---|---|---|
| YouTube | 150 milhões de usuários (70,4% da população) | Vídeos longos e Shorts | Explicar, ensinar, mostrar produto em uso |
| 147 milhões (69,0%) | Reels, carrossel, stories | Negócios locais, varejo, serviços, gastronomia | |
| TikTok | 131 milhões de adultos (80,3% dos maiores de 18 anos) | Vídeos curtos | Alcance com quem ainda não conhece a marca |
| 109 milhões (51,3%) | Posts, grupos, eventos | Público acima dos 35 anos, comunidades de bairro | |
| 90 milhões de membros (42,3%) | Textos, artigos, documentos | Empresas que vendem para outras empresas (LinkedIn para empresas) |
Fonte: DataReportal, Digital 2026: Brazil, com dados de outubro de 2025. Os números são de alcance publicitário e podem contar a mesma pessoa mais de uma vez.

Rede social não substitui o site
Um dado de Curitiba mostra um risco que o trabalho de social media às vezes esconde. Em outubro de 2026, a Lab Growth registrou as 200 empresas que o Google Maps mostrou primeiro em dez buscas da cidade (dentistas, advogados, contabilidades, imobiliárias, clínicas de estética, restaurantes, academias, escolas de idiomas, arquitetura e oficinas).
- 17 das 200 usam um perfil de rede social ou uma página de links como “site” no Google. Quatro delas estão entre as três primeiras do mapa.
- Dentistas lideram: 4 dos 20 consultórios levam quem clica em “site” para o Instagram ou para uma página de links.
- Outras 36 não informam site nenhum.
Ter o Instagram no lugar do site funciona enquanto o perfil existe e o algoritmo ajuda. O perfil, porém, pertence à plataforma: se a conta for invadida ou bloqueada, o canal some de uma hora para outra. O bom trabalho de social media leva as pessoas das redes para canais que a empresa controla: o site, o WhatsApp e a lista de clientes.
Quanto ganha um social media em Curitiba
Como a ocupação tem código próprio, dá para medir quanto as empresas pagam ao contratar um social media com carteira assinada. A Lab Growth baixou os microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, de setembro de 2025 a agosto de 2026, e separou todas as admissões e desligamentos da CBO 2534-05. O salário considerado é o de contratação, em jornadas de 30 horas semanais ou mais.
| Recorte | Admissões em 12 meses | Salário mediano de admissão | Faixa (10% mais baixos a 10% mais altos) |
|---|---|---|---|
| Curitiba | 450 | R$ 3.000 | R$ 2.058 a R$ 5.500 |
| Curitiba, sem o maior grupo de contratações | 286 | R$ 2.700 | R$ 2.000 a R$ 4.800 |
| Paraná | 1.046 | R$ 2.500 | R$ 1.800 a R$ 4.485 |
| Brasil | 12.149 | R$ 2.277 | R$ 1.621 a R$ 4.678 |
Fonte: microdados do Novo CAGED (MTE), CBO 2534-05, setembro de 2025 a agosto de 2026; levantamento da Lab Growth em outubro de 2026. Mediana é o valor do meio: metade das contratações pagou menos, metade pagou mais.
O que os números mostram:
- Curitiba paga acima do estado e do país. A mediana de R$ 3.000 está R$ 500 acima da do Paraná e R$ 723 acima da do Brasil.
- Um grupo puxa a média da cidade para cima. 164 das 450 contratações vieram de estabelecimentos de desenvolvimento de software com 500 a 999 funcionários, com mediana de R$ 4.125. Sem esse grupo, a mediana de Curitiba fica em R$ 2.700, ainda acima do Paraná. Para uma empresa pequena ou média, R$ 2.700 é a referência mais realista.
- Pouca contratação acontece em agência. Só 25 das 450 admissões foram em agências de publicidade. Além do grupo de software, aparecem empresas que contratam o próprio social media, como lojas de roupas (15 admissões), serviços de escritório (10) e lojas de móveis (9).
- Quem é contratado é jovem e, na maioria, mulher. Das 450 pessoas contratadas em Curitiba, 273 (61%) são mulheres, e a idade mediana é de 26 anos. 204 (45%) tinham ensino médio completo como escolaridade e 181 (40%) tinham curso superior completo, pós-graduação ou mestrado.
- O mercado gira muito. No mesmo período houve 400 desligamentos, o que deixa um saldo de 50 vagas a mais. Para quem contrata, a troca frequente de profissional é um motivo para deixar senhas, arquivos e calendário sempre em nome da empresa, e não da pessoa.
O CAGED só registra quem tem carteira assinada. Freelancers, MEIs e profissionais contratados como pessoa jurídica ficam de fora, e eles são uma parte grande do mercado de social media. Os microdados são públicos e podem ser consultados no serviço de estatísticas da RAIS e do CAGED do governo federal.
Habilidades de um bom social media
Qualquer pessoa consegue postar. Fazer as redes trazerem cliente pede três tipos de habilidade:
- Técnica: conhecer o funcionamento de cada rede, os formatos, as ferramentas de agendamento e de design e saber ler os relatórios.
- Criativa: transformar o que a empresa faz em conteúdo que prende a atenção nos primeiros segundos e que as pessoas querem salvar ou mandar para alguém.
- De relacionamento: lembrar que do outro lado há uma pessoa, responder bem a uma crítica e saber quando levar a conversa para o WhatsApp ou para o telefone.
A CBO acrescenta competências pessoais à ocupação, como comunicação, criatividade, proatividade, resiliência e capacidade de tomar decisões. Como não há diploma obrigatório, quem contrata costuma olhar o portfólio: perfis que a pessoa já cuidou, com números de antes e depois.
Como se tornar social media
Para quem quer entrar na profissão, o caminho mais comum tem quatro passos:
- Estudar o básico de marketing, redação e design (cursos livres, técnicos ou graduação em publicidade, marketing ou jornalismo ajudam, mas não são exigidos).
- Dominar as ferramentas gratuitas: Meta Business Suite, um editor de imagem, um editor de vídeo e o Google Analytics.
- Montar portfólio com perfis reais, mesmo que pequenos: um comércio do bairro, um projeto pessoal, um trabalho voluntário.
- Registrar resultados com número: quantos seguidores, quantas mensagens, quantos pedidos vieram do perfil.
Por que contratar um social media
Contratar um social media faz sentido quando as redes já têm papel na venda da empresa e ninguém consegue cuidar delas com constância. Os sinais mais comuns:
Sobre a empresa hoje – O perfil fica semanas sem post, ou posta só quando alguém lembra. – Ninguém sabe dizer quais posts trouxeram clientes. – Mensagens no direct demoram horas ou dias para ter resposta. – Os concorrentes da mesma rua aparecem mais nas redes do que a sua empresa. – O dono gasta horas por semana criando posts e sente que não volta nada.
Sobre os objetivos – A empresa quer que as redes tragam pedidos de orçamento, não só curtidas. – Há um lançamento, uma inauguração ou uma data forte de vendas chegando. – A empresa vai começar a anunciar e precisa de conteúdo para os anúncios.
Se três ou mais itens se aplicam, vale colocar alguém para cuidar das redes. Se ainda não é a hora, dá para começar sozinho com o passo a passo de como divulgar o seu trabalho nas redes sociais.
E quando não vale a pena? Se a empresa ainda não consegue atender os contatos que já chegam, o primeiro passo é organizar o atendimento, não gerar mais mensagens. O mesmo vale quando o cliente quase não usa redes sociais para decidir a compra, como em vendas por licitação: ali o dinheiro rende mais em outros canais.
Vantagens e limites
| Vantagens | Limites |
|---|---|
| O dono recupera o tempo que gastava produzindo posts | É um custo mensal fixo, e o retorno não aparece no primeiro mês |
| As redes ganham constância e um plano | O resultado depende de a empresa responder rápido os contatos que chegam |
| As decisões passam a ter número por trás | Profissionais variam muito: escolha pelo portfólio, não pelo preço |
| A marca fica com a mesma cara em todas as redes | Se a pessoa sai, a empresa perde o histórico, por isso as senhas e os arquivos devem ficar com a empresa |
Freelancer, CLT ou agência
Há três formas de ter um social media, e a escolha depende do tamanho da empresa e de quanto conteúdo ela precisa. Para negócios menores, o marketing para pequenas empresas em Curitiba mostra por onde começar e quanto investir em cada canal.
| Modelo | Como funciona | Faz sentido quando |
|---|---|---|
| Social media contratado (CLT) | Funcionário da empresa, dedicado só a ela | Há volume de conteúdo todos os dias e alguém para coordenar o trabalho |
| Freelancer | Profissional autônomo que atende várias empresas | O volume é pequeno e a empresa já tem designer ou fotos próprias |
| Agência | Equipe com social media, designer, redator e, se preciso, gestor de tráfego | A empresa quer o pacote completo e um único responsável pelo resultado |
Ao comparar, some tudo o que cada modelo inclui. Na contratação CLT, o salário mediano de admissão em Curitiba ficou entre R$ 2.700 e R$ 3.000 (veja a seção sobre salário), e a empresa ainda paga encargos e equipamentos. O freelancer pode cobrar à parte pelas artes e pelos vídeos. Os preços das agências da cidade estão em quanto custa uma agência de marketing digital em Curitiba. Para quem prefere uma equipe externa, a Lab Growth faz a gestão de redes sociais em Curitiba com planejamento, criação e relatório mensal. Na equipe da Lab Growth, social media, designer e redator trabalham no mesmo calendário. Antes de fechar com qualquer agência, compare portfólios e peça para falar com clientes atuais (como escolher uma agência de redes sociais).
Como medir o trabalho de um social media
Seguidores são o número mais visível e o menos útil para vender. Um relatório mensal deve trazer, no mínimo:
| Indicador | O que mostra | Como calcular ou onde ver |
|---|---|---|
| Alcance | Quantas pessoas diferentes viram o conteúdo | Painel do Instagram, do Facebook e do TikTok |
| Taxa de engajamento | Quanto do público reagiu | (curtidas + comentários + compartilhamentos + salvamentos) ÷ alcance × 100 |
| Cliques no link | Quantos saíram da rede para o site ou o WhatsApp | Painel da rede e links com UTM no Google Analytics |
| Conversas iniciadas | Quantas pessoas chamaram no direct ou no WhatsApp | Meta Business Suite e o aparelho do WhatsApp Business |
| Pedidos e vendas | Quanto das conversas virou cliente | Planilha ou CRM da empresa |
O alcance e o engajamento mostram se o conteúdo funciona. Cliques, conversas e vendas mostram se ele dá dinheiro. O reconhecimento da marca (brand awareness) também cresce com o tempo, e pode ser acompanhado pelas buscas pelo nome da empresa no Google.
Perguntas frequentes
O que é social media, em poucas palavras?
Social media é o profissional que cuida das redes sociais de uma empresa: planeja o calendário, produz ou coordena o conteúdo, publica, responde comentários e mensagens e mede os resultados. No Brasil, a ocupação tem código próprio na Classificação Brasileira de Ocupações, a CBO 2534-05 (analista de mídias sociais), que lista sete áreas de atividade, da gestão das redes ao relatório de resultados. A palavra também é usada para as próprias redes, como Instagram, YouTube, TikTok, Facebook e LinkedIn, e aparece escrita de várias formas, como social mídia, social midia e socialmedia.
Social media é profissão reconhecida?
Sim, como ocupação. A CBO 2534-05, analista de mídias sociais, tem “social media” entre os sinônimos oficiais, e é esse código que vai no eSocial, na carteira de trabalho digital e no CAGED. Reconhecer a ocupação, porém, é diferente de regulamentar a profissão: a CBO serve para classificar, sem efeitos de regulamentação profissional, segundo a Portaria MTP 671/2021. Por isso não há diploma obrigatório nem conselho de classe. Quem contrata costuma avaliar o portfólio, os perfis que a pessoa já cuidou e os números de antes e depois.
Quanto ganha um social media em Curitiba?
Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, as empresas de Curitiba contrataram 450 social medias com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (CBO 2534-05). O salário mediano de admissão foi de R$ 3.000, com 10% das contratações abaixo de R$ 2.058 e 10% acima de R$ 5.500. Um grupo de 164 contratações em empresas de software com 500 a 999 funcionários puxa o número para cima; sem ele, a mediana fica em R$ 2.700. No Paraná, a mediana foi de R$ 2.500 e, no Brasil, de R$ 2.277. Freelancers e profissionais PJ não entram nessa conta.
Qual a diferença entre social media e community manager?
O social media cuida da estratégia, do calendário e do conteúdo das redes. O community manager cuida da comunidade: responde comentários, modera grupos, resolve reclamações e puxa conversa com os seguidores. Na CBO, as duas tarefas estão dentro da mesma ocupação (2534-05), nas áreas de gestão das redes e de relacionamento com os seguidores. Em empresas pequenas, a mesma pessoa faz as duas coisas. Em marcas com milhares de comentários por dia, as funções se separam, e o community manager costuma se reportar ao social media ou ao gerente de marketing.
Preciso estar em todas as redes sociais?
Não. Estar mal em cinco redes rende menos do que estar bem em duas. No Brasil, YouTube (150 milhões de usuários) e Instagram (147 milhões) têm o maior alcance, segundo o DataReportal, mas a escolha deve seguir o público: negócios locais e varejo costumam começar pelo Instagram; quem vende para outras empresas tem no LinkedIn (90 milhões de membros no país) um canal mais direto. Comece por duas redes, mantenha a constância por três meses, meça cliques e conversas e só então decida se vale abrir uma terceira.
Social media e marketing social são a mesma coisa?
Não. Social media marketing é o uso das redes sociais para objetivos da empresa: ser lembrada, levar visitas ao site, gerar mensagens no WhatsApp e vender. Marketing social é o marketing de causas, que tenta mudar um comportamento da sociedade, como doar sangue, separar o lixo ou tomar vacina. Uma campanha de marketing social pode usar o Instagram ou o TikTok, mas o objetivo é a causa, não a venda. Os nomes parecidos confundem, principalmente quando a ordem das palavras muda, como em “marketing social media”.
Para fechar
Social media é quem transforma as redes sociais de uma empresa em um canal com plano, constância e número. A CBO 2534-05 descreve o trabalho em sete áreas, do calendário ao relatório, e mostra que a função vai muito além de postar. Para quem contrata, o ponto é olhar o portfólio, combinar o escopo e medir cliques, conversas e vendas, e não só seguidores. Para quem quer trabalhar na área, o caminho passa por portfólio com resultado.
Se o que pesa na sua empresa é a falta de tempo para cuidar das redes, fale com a Lab Growth pelo WhatsApp: olhamos seus perfis e dizemos o que mudaria primeiro.










